pegadas de lama [o meu caminho]

Se caminho na lama, então pode ser que as marcas sirvam para alguma coisa.

Comeback

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O Ishgaard está de volta.

http://ishgaard.wordpress.com

Escrito por Vítor

Dezembro 24, 2008 em 5:56 pm

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Seja qual for o valor daquilo que vou escrever

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Dizer alguma coisa, que seja importante para os outros é algo que todos ambicionamos julgo. Por isso, alguns de nós tornam-se conselheiros dos amigos mais próximos, outro abrem blogues, outros seguem carreiras onde isso seja possível. Todos nós achamos uma boa forma de participar e/ou influenciar a vida das pessoas que nos rodeiam e o que tenho para dizer hoje talvez não seja importante, pelo simples facto de que já todos devem ter constatado isto em alguma parte das vossas vidas.

Quando terminei os meus outros blogues anteriores foi sempre por um acontecimento que me desagradou e que me fez cancelá-los. No entanto o que se vai passar com este, é um passo bastante diferente. Coincide em timing com um idiota que aqui deixou umas mensagens, mas não tem nada que ver com essa pessoa. Aliás, tem. Mas neste aspecto: quando se escreve honestamente e se dá uma parte de nós ao público seja ele grande ou pequeno, queremos obter reconhecimento, reacções, etc. Ora, eu percebi que em relação às reacções que recebo não preciso delas para nada. Todos as pessoas que me importam, reagem ao blogue fora dele. Ainda que o possam fazer no blogue, é um facto que acabamos por conversar e trocar ideias mais a sério fora dele, na vida real. Por isso, para que preciso eu de um blogue? Para que estranhos saibam o que penso? Para quê? O meu blogue já nem sequer é uma ferramenta para o que quer que seja. O meu blogue, é um suplício que arrastadamente lá fui preenchendo nestes últimos tempos.

Por isso, o que escrevi fica aqui.. o que não escrevi fica comigo. Deixo de fazer parte da blogosfera como autor, até porque já não fazia parte como leitor há algum tempo.  Não julgo que se perca nada, porque o que existia de real neste blogue, continua a existir convosco, os que realmente fazem parte da minha vida.

A gente vai continuar o que no fim de contas, acaba por ser uma grande notícia. ;)

Escrito por Vítor

Agosto 11, 2008 em 5:15 pm

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About life

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I think for the most part, if you’re really honest with yourself with what you want out of life… life gives it to you.

Escrito por Vítor

Agosto 7, 2008 em 4:01 pm

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Novas portagens

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Se alguém me conseguir explicar, que me diga então:

- Se eu vou para Lisboa, sozinho no meu carro, trabalhar ou whatever. Se só vou eu, porque só devo ir eu, porque é que a merda das portagens de entrada na cidade vão discriminar quem conduz sozinho?!

Onde é que está a minha liberdade como indivíduo? Devo andar feito maluquinho a tocar às campaínhas do meu prédio a ver se alguém precisa de boleia, para o exacto sítio onde eu vou conduzir? Porque tenho de repartir a minha viatura com um estranho, para poder pagar o que pagam os outros?!

É que se os anormais dos ecologistas pensam assim, então porque é que nunca os ouvi pedir menos taxa de esgotos para quem vive sozinho? É que há sítios em Portugal, onde não se aplica a regra: “Onde mija um português, mijam logo dois ou três!”

Escrito por Vítor

Agosto 7, 2008 em 1:01 pm

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Jogos Olímpicos

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Os JO não celebram nada. Deixem-se de tretas.

Se não é assim, então digam! O que se celebra nos jogos olímpicos? A alta competição que desgasta os corpos de tal forma que se afasta completamente da noção de desporto saudável? Celebra a construção de condições para estes atletas de excepção, quando se poderiam criar condições para toda a gente normal, praticar desporto? Celebra a ganância pelo dinheiro de tal ordem, que uma parte muito significativa dos atletas se dispõe a consumir drogas para aumentar a sua performance e mentirem a todos os espectadores dizendo que são os melhores? Ou celebra o cagar de alto nos valores que o desporto deve encerrar, organizando os Jogos num país onde nem a internet é livre?

Se é assim, então a China está no lugar perfeito. Também a maioria dos atletas portugueses estão…com a excepção do ciclista que tinha uma asma tão rara que só um médico da equipa e outro numa cliníca nos EUA é que conseguiram diagnosticar. Sim, estou a falar daquele que já está a treinar para a volta a Espanha, onde aparentemente aceitam asmáticos.

Escrito por Vítor

Agosto 7, 2008 em 12:55 pm

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Vale a pena pensar…

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Para quem não viu o último episódio da sitcom Big Bang Theory, fica aqui algo proveitoso de se perder algum tempo a pensar.

Chama-se Schrodinger’s Cat e é uma teoria paradoxal, mental e tenta representar a mecânica quântica. Ora, pelo que percebi da teoria ela consiste em (e lembrem-se catlovers, que isto é só mental, nunca foi experimentado):

Fecha-se um gato dentro de uma caixa perfeitamente selada. Dentro dessa caixa existe um pequeno equipamento com uma ampola de veneno prestes a ser quebrada. Essa ampola no entanto, só é quebrada pelo dispositivo, quando este tiver uma leitura de radioactividade acima de determinado valor. Perto do dispositivo está uma substância radioactiva. Essa substância radioactiva, é tão pequena e tão equilibrada, que existem 50% de hipóteses de um átomo dela se deslocar, aumentar a contagem radioactiva e quebrar-se a ampola que mata o gato. Por outro lado existem 50% de hipóteses de nada se alterar e o gato permanecer vivo.

É óbvio que há um interesse científico por trás disto, mas eis o que Schrodinger quis explicar: que num determinado momento, o gato está (para nós) simultaneamente morto e vivo; mas quando abrimos a caixa, abrimo-la com uma ideia: na nossa cabeça, ou está vivo ou morto e limitamo-nos a confirmar ou não a ideia.

Então…trespassando para a nossa vida, qualquer um de nós pode efectivamente estar hoje a condicionar o dia de amanhã por forma a estarmos num acidente de viação que nos matará, poderemos ter uma doença mortal não diagnosticada. Teoricamente podemos dizer que amanhã estaremos vivos ou mortos e que a probabilidade afinal é de 50%, sem grandes necessidades de recorrer à ficção. Se assim, fôr: como devemos viver o dia de hoje?

Para quem quiser ler sobre o assunto: Schrodinger’s Cat

Escrito por Vítor

Agosto 7, 2008 em 11:40 am

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Tens de ter cuidado

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Se há coisa que sempre me irritou e me transtornou na relação com os meus pais, foi esta frase. Não pelo aviso, mas porque a seguir a ela nunca se seguiram argumentos razoáveis. Aliás, a seguir a ela nunca se seguiram sequer argumentos.

Um exemplo: estou doente há «nem eu sei quanto tempo» volto ao trabalho porque tenho mesmo de regressar. Não sou propriamente efectivo deste sítio onde não quero trabalhar, nem tenho propriamente férias inesgotáveis para pôr. Então a minha mãe pergunta-me ao telefone: “Tens ar condicionado lá?” e eu “Tenho” então ela dispara “Tens de ter cuidado com isso” e neste ponto de vida, as perguntas em vez de ficarem penduradas no cérebro, saem-me pela boca fora:

- Então porquê? Devo desligar o ar e suar em bica o dia inteiro? Isso é bom para mim?

- Devo ter o ar ligado e correr o risco de complicar o meu estado?

- Devo ligar “meio” ar condicionado?

- Ou devo simplesmente ficar em casa ad eternum até me telefonarem um dia a dizer que não preciso de voltar?

- O que significa ter cuidado? Cuidado com o quê? Com o futuro? Mais cuidado ainda?!

É óbvio que o telefonema não tem seguimento. Quem diz aqui, diz perante a mudança de emprego: “Tens de ter cuidado” perante o mercado de trabalho em declínio “Tens de ter cuidado” perante qualquer actividade que envolva não saber exactamente o que vai acontecer a seguir: “Tens de ter cuidado” É assim que se balança a minha vida hoje em dia: entre meio-mundo que pensa que sou doido e “devia fazer assim..” e outro meio-mundo que acha que devo ter cuidado.

Pérolas de senso-comum, que não se deitam a um porco como eu.

Escrito por Vítor

Agosto 6, 2008 em 11:28 am

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Soltas

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Mini-quiche?! You’re a mega-douche!!!

Escrito por Vítor

Agosto 6, 2008 em 10:36 am

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HIMYM

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How I Met Your Mother foi escolhido pela CBS para a próxima temporada neste canal.

Ou seja, traduzindo esta realidade muito diferente da nossa: HIMYM teve três temporadas de sucesso, mas como não era estrondosamente um hit, a CBS incluiu-a no pacote dos dispensáveis, de onde escolheria apenas duas séries para continuar.

O que é espantoso: o grau de exigência que faz com que apenas as séries mais viciantes sejam realizadas. Depois, também espanta a máquina de marketing que faz estas coisas funcionarem. Enrique Iglesias, é um dos artistas convidados na terceira série e desempenha o papel de Gael, o namorado argentino de Robin (que por sinal representa aquela imagem cliché do latino, que vive a vida na praia e tal.. “experience your food” diz ele, eu cujo papel incluí “ridicularizar” a sua própria canção atribuindo-lhe uma aura cliché do bronzeado romântico). Aparece em dois episódios. Mas o que terá sido decisivo para a renovação da série, foi o boom de audiências provocado pela aparição em três episódios de Britney Spears (com um desempenho fraquíssimo diga-se).

Chamo a isto espantoso, porque até nos EUA um show que é feito obviamente para uma classe social culta e informada (dadas as costantes referências a factos históricos, filmes e música) tem de se deixar corromper pelo main-stream de uma cantora pimba como Britney Spears indo buscar alguma audiência ao público redneck.

Transpondo…é por isto que todas as novelas que apresentem os pseudo-artistas portugueses a quem eu prefiro chamar de “clichés-com-boca-e-olhos” têm audiência garantida. Ainda que a história da carochinha seja repetida.. over and over again.

P.S: Os dois artistas aparecem mas desempenhando o papel de personagens. Não aparecem como nos Morangos, a cantar as suas músicas para vender o cd. Aparecem, da mesma forma que Dave Matthews apareceu no House MD a fazer de deficiente mental. São mundos à parte, também no que toca aos actores, há uma grande vantagem de quem tem “1000 actores para 1 papel” em relação a quem tem “de convidar a filha do dono do estúdio porque ela quer aparecer na tv”.

Escrito por Vítor

Agosto 5, 2008 em 4:49 pm

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Ingenuidades

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Porque às vezes ingenuidade, rima com criatividade.

- I don’t think i can play the harp today.

- Maybe I could do it. Can you explain me how to do it? I’m a fast learner.

- I don’t think so. I study it for ten years now.

- Look, you know something called Guitar Hero? I totally nailed it in one day. So… you think there’s a Harp Hero?!

Escrito por Vítor

Agosto 5, 2008 em 4:32 pm

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